Infância & memória
A lembrança como lugar vivo, não como passado encerrado.

Novo livro de Caio Ferraz · 2026
Uma travessia poética pela infância, pela memória e pelo direito de aprender a olhar - antes mesmo de aprender todas as palavras.

Antes da primeira página
“Este livro não tem capa. Preferiu vestir um agasalho.”
Porque algumas histórias não querem convencer o leitor. Querem aquecê-lo, escutá-lo e lhe fazer companhia.
Descubra a obra
Em cada crônica, um menino conversa com a casa, a rua, a chuva, os objetos e os silêncios. O cotidiano se transforma em professor; a memória, em uma nova maneira de enxergar o mundo.
A lembrança como lugar vivo, não como passado encerrado.
O abrigo construído com tijolos, palavras e gente.
Perguntar, imaginar e descobrir outros caminhos.
As pessoas comuns como autoras das grandes histórias.
Livro-Arbítrio, s.m.
A liberdade de escolher, a cada página, continuar acreditando que o mundo pode ser reinventado pelo olhar encantado de uma criança.

O menino antes do livro
Entre casas de madeira, latas d’água, cartas, canteiros de obras e portas abertas, um menino descobriu que as maiores escolas nem sempre têm salas de aula — e que muitos dos grandes mestres nunca receberam um diploma.
“A pobreza nunca conseguiu empobrecer a imaginação.”

Caio Ferraz · retrato atual

Uma vida em capítulos
Não há uma linha reta, mas uma história construída por muitas mãos, cidades, trabalhos, perdas, encontros e recomeços.
A perda do irmão Jorge Luis levou Caio a buscar, nas Ciências Sociais, maneiras de compreender a violência que atravessava sua família e seu território.
Formado pela UFRJ, fundou a Casa da Paz após a chacina que marcou a história do Rio, transformando o imóvel de uma das famílias assassinadas em espaço de educação, proteção e cultura de paz.
Após denunciar abusos policiais, Caio e sua família passaram a receber ameaças de morte. Deixar o Brasil tornou-se uma medida de proteção — uma travessia forçada, documentada pela imprensa internacional e por organizações de direitos humanos.
Nos Estados Unidos, aprofundou estudos em Planejamento Urbano no MIT e começou a refazer a vida pelo trabalho, sem romper os vínculos com a memória e com o Brasil.
Fundou a Top-Pro Construction, Inc. e consolidou, na Grande Boston, uma trajetória empresarial orientada por qualidade, confiança e transparência — também investindo na formação e no crescimento de trabalhadores.
A Medalha Tiradentes reconheceu uma vida dedicada à cidadania, à cultura de paz e aos direitos humanos.
O menino que guardou pessoas retorna por meio de um livro feito de memória, imaginação, escuta e afeto.
Trabalho, liderança e legado
Nos Estados Unidos, Caio transformou o recomeço em ofício, empresa e compromisso com outras trajetórias.
Quando chegou ao país, recomeçou por trabalhos de limpeza para sustentar a família. Não recebeu atalhos: fez do trabalho uma linguagem de reconstrução. Aprendeu o ofício, conquistou licenças profissionais em Massachusetts e construiu uma carreira de mais de 28 anos na construção civil.
Hoje é fundador, proprietário e general contractor licenciado da Top-Pro Construction, Inc., empresa familiar sediada em Medford e dedicada à construção e remodelação residencial de alto padrão na Grande Boston. Sob sua liderança, a empresa realizou centenas de construções, reformas e remodelações, combinando planejamento, excelência técnica, confiança e transparência.
Talvez seu maior patrimônio não esteja apenas nas casas entregues. Caio investiu na educação de trabalhadores que se destacaram, apoiando a formação de encanadores, eletricistas e outros profissionais hoje integrados à equipe. Na Top-Pro, construir valor significa também criar oportunidade.
Top-Pro Construction, Inc.
“Building Value.
Creating Opportunity.”
Fatos que dimensionam uma trajetória
Não como uma coleção de títulos, mas como marcas de alguém que abriu caminhos onde antes quase sempre havia muros.
Em 1993, formou-se em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro — a UFRJ.
Criou a instituição no imóvel em que oito pessoas da mesma família foram mortas na Chacina de Vigário Geral — fazendo de um lugar de violência uma referência nacional de favela, educação e paz.
Recebeu a distinção das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso — e ocupou a primeira página de O Globo.
É reconhecido como o primeiro exilado político brasileiro do período posterior à ditadura, após receber asilo oficial dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, foi pesquisador visitante e aprofundou estudos em planejamento urbano no Massachusetts Institute of Technology.
Começou novamente pelo trabalho mais essencial e construiu uma carreira de mais de 28 anos, tornando-se general contractor licenciado e fundador da Top-Pro.
Em 2018, a VEJA Rio incluiu Caio entre cinquenta personalidades homenageadas por sua contribuição à história e à vida da cidade.
Washington Post, Los Angeles Times, Chicago Tribune, Harvard e Anistia Internacional registraram sua coragem, as ameaças e o exílio. O Tribune o apresentou como um “jovem herói” forçado a deixar o Brasil.
A expressão “primeiro exilado político” segue o reconhecimento registrado em sua biografia pública e em reportagens sobre sua trajetória. O asilo político, as ameaças e a saída forçada do Brasil estão documentados por veículos e organizações nacionais e internacionais.
Arquivo vivo
Documentos, imagens e encontros que ajudam a compreender a dimensão pública e humana dessa trajetória.

Caio Ferraz recebe do presidente Fernando Henrique Cardoso o primeiro Prêmio Nacional de Direitos Humanos.


Foto: Carina Storelly
Palavra em movimento
“A vida nunca lhe ensinara uma lição de cada vez. Ensinara uma pessoa de cada vez.”
O menino que inventou o Livro-Arbítrio
Lançamento
Caio Ferraz como autor convidado da Casa da Favela · 13h · Rua Dr. Pereira, 220 · Paraty (RJ)
Novas datas serão anunciadas em breve.
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